Santiago Calatrava, quando projectou a Estação do Oriente, certamente estava longe de imaginar que as galerias por baixo das suas imponentes e magníficas árvores de vidro viriam a ser o abrigo de muitos sem-abrigo de Lisboa.
E, também, provavelmente muitas das milhares de pessoas que se cruzam diariamente no seu percurso habitual para casa, alheias e indiferentes ao que se passa além do seus mundos individuais.